Viagem de negócios: veja 4 dicas preciosas para viajar a trabalho

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novembro 30, 2016

Viagem de negócios: veja 4 dicas preciosas para viajar a trabalho

Vai embarcar pela empresa? Saiba como se organizar para evitar imprevistos e aproveitar o melhor dessa experiência.

Cena do filme "Amor Sem Escalas", sobre viajar a trabalho

Viajar por entretenimento e viajar a trabalho podem ser duas coisas completamente diferentes. Para evitar certos desconfortos durante uma viagem de negócios, nada como uma ajudinha de quem já passou pela experiência. A seguir, veja dicas para não cometer gafes e evitar maus entendidos ao viajar pela empresa.

1. Separe as coisas: viagem a trabalho é diferente de viagem a lazer

Antes de embarcar, é preciso ter em mente de que há diferenças entre uma viagem de lazer e uma viagem a negócios. Para a psicóloga e coach Yara Leal de Carvalho, sócia-diretora da Questão de Coaching e membro da ABRACEM (Associação Brasileira de Coaching Executivo e Empresarial), o motivo da viagem exige que o profissional tenha dedicação e foco na resolução das questões para as quais foi enviado. “Isso não significa que não possa haver um pouco de lazer e diversão. Contudo, isso deve ser direcionado para os horários pós-trabalho”, diz ela, que ainda ressalta a importância de que o profissional esteja sempre disponível para a empresa, por telefone ou e-mail.

Além de se preparar com antecedência, tendo em mãos toda a documentação, a saúde e os processos burocráticos em dia, é preciso estar atento para manter uma postura profissional adequada em todos os momentos da viagem. “Isso significa que o viajante deve vestir-se de acordo com a etiqueta exigida pelo destino, respeitando os costumes locais e evitando qualquer tipo de consumo de bebida alcoólica”, diz ela.

Outra coisa que o profissional deve ter em mente é que, por estar representando uma organização, ele deve prestar satisfações quanto à verba dada pela empresa, evitando, assim, gastos e permutas para uso pessoal. “Respeitar as normas de gastos e prestação de contas de despesas vigentes na empresa é imprescindível”, conclui Yara.

2. Administre o seu tempo, faça contatos e curta o destino

Viajar a trabalho, como diz Yara, é uma grande oportunidade. “Como você estará em um ambiente diferente e contatando pessoas fora do seu convívio diário, há oportunidades para você causar uma boa impressão e aumentar o seu poder de influência. Tudo isso pode lhe render novas oportunidades no futuro”.

Engana-se quem pensa que a experiência é puro aproveitamento. Para Marcelo Krech, supervisor de vendas da Carl Zeiss, e que viaja há vinte anos pela empresa, esse é o principal mito disseminado pelas pessoas. “Eu geralmente chego no hotel mais tarde do que um dia comum de trabalho em São Paulo, onde resido”, diz ele. A experiência, no entanto, acrescentou muito em sua carreira: “É possivel, sim, visitar algum ponto turístico”, ressalta. “Mas o mais interessante é conhecer os hábitos diferentes de outras regiões. A forma de agir, conversar e até de negociar muda, o que faz com que eu esteja sempre atento”.

Para Renata Sanches, comissária da companhia aérea Emirates, a experiência é uma oportunidade para conhecer um pouco da cultura, clima e até a comida de cada destino. O tempo curto em cada um deles, no entanto, pede atenção na hora de administrá-lo: “como eu tenho pouquíssimas horas pra ver cada cidade, tenho de otimizar minha estadia e fazer planos com hora marcada”, diz ela.

A psicopedagoga Martha Alves, especializada em orientação profissional e carreira, ressalta a importância de conversar com um profissional que já tenha viajado antes. “Isso ajuda a evitar erros quanto aos limites culturais de cada cidade e de cada país”.

3. Mesmo de longe, mantenha o contato com amigos e familiares

Ednaldo Barros, coordenador de infra-estrutura da Seicom Engenharia e profissional viajante há mais de 15 anos, ressalta o sentimento de solidão, frequente entre profissionais que viajam muito, como um ponto negativo do trabalho.

“Bate uma saudade grande dos amigos e da família, já que na maioria das vezes tenho que pegar voos e estradas sozinho”, diz. Todas essas oportunidades, no entanto, trouxeram muitos benefícios para sua carreira: “acredito que crescemos como pessoa e amadurecemos como ser humano. Conhecer outras pessoas, culturas e histórias nos torna mais tolerantes”.

Cena do filme "Amor Sem Escalas", sobre viajar a trabalho

A psicóloga e coach Yara Leal de Carvalho diz que uma das formas de lidar com esse sentimento é lançar mão das ferramentas de comunicação online. “Toda essa tecnologia aumenta o tempo que conseguimos suportar a distância de casa”.

No entanto, Yara adverte que a solidão não deve ser motivo para flertar com outras pessoas em uma viagem de negócios. “Tanto para homens como para mulheres: não arrisque a sua reputação profissional por uma paquera, mesmo que inofensiva”, aconselha. “Se flertarem com você, a saída é ser firme e educada/o ao negar qualquer tipo de envolvimento”.

A psicopedagoga Martha Alves dá a dica: quando estiver com tempo livre, preencha-o com atividades que considera prazerosas. “É uma boa hora para ver seus programas preferidos, colocar a leitura em dia ou até mesmo fazer um rápido passeio pela região, como assistir a um show ou visitar um museu”, aconselha.

4. Adote estratégias para livrar-se da culpa por estar longe da família

Estar tanto tempo longe de casa pode aumentar os conflitos com a família, o que pode levar o profissional que viaja a lidar com sentimentos de culpa e de vazio, presentes, sobretudo, entre as mulheres. Apesar das iniciativas para aumentar a igualdade de cargos e salários dentro das empresas, ainda há uma diferença grande no papel desempenhado pelo homem e pela mulher no ambiente familiar.

A coach Yara Leal de Carvalho ressalta: “os papéis do homem e da mulher na rotina familiar estão caminhando para uma distribuição igualitária”, afirma. “Isso, contudo, ainda não é uma realidade para todas as famílias. Muitas vezes, a mulher acaba tendo mais responsabilidade sobre a casa e a rotina dos filhos”. Ela aconselha as mulheres a estruturarem esquemas de colaboração entre as pessoas da família. Assim, elas poderão viajar a trabalho com mais tranquilidade.

A psicopedagoga Martha Alves concorda: “a mulher sofre uma pressão maior quanto a imagem. Em algumas empresas, inclusive, a preferência por homens é muito nítida, o que aumenta o desfavorecimento e o constrangimento da mulher”. Ela ainda acrescenta: “a mulher tende a se culpar mais pela ausência no meio familiar. É uma questão ainda muito presente na nossa cultura”, afirma.

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